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Desate o nó que te prendeu a uma pessoa que nunca te pertenceu.

Engenheiros do Hawaii (via outrasalegrias)
Amigo: Você está bem?
Garoto: Não.
Amigo: O que aconteceu?
Garoto: Nada.
Amigo: Então por que você não está bem?
Garoto: Justamente porque não aconteceu nada.
Amigo: Como assim?
Garoto: Sei lá. Às vezes eu espero que algumas coisas aconteçam, e elas simplesmente não acontecem. E isso faz com que eu não fique bem.
Viver como adolescente é chato as vezes. É meio complicado lidar com esse turbulhão de sentimentos que irradia nessa ideia. Assim, né por nada não. Mas queria continuar criança. Seria bem mais fácil, eu digo. Sem preocupações, apenas aquela de qual lugar vai sentar na mesa na hora do jantar, ou qual cor de carro que passou an rua eu vou ser. Engraçado, mas lembrando fica tão bom, tão melhor. Tão, fácil. Não é sentimentalismo, só… falta. Falta de ser feliz. feliz eu sou, com certeza. Mas é outro tipo de felicidade, me entende? Complicado de explicar, de sentir então, fica mais ainda. Só as vezes, me pergunto, porque não posso mostrar o que sinto e ter uma resposta de vezinquando só pra variar? Porque não consigo estar perto de ti sem me sentir confuso? Porque não é tão difícil eu gostar de você e você gostar de mim? Fácil. Eu gosto de você, além de gostar, além de sentir, além do além, sacou? Longe, bem longe de um simples querer perto, um abraço apertado, força e fé ao seu lado. É como outra dimensão… eu me perco, flutuo nisso tudo, reflito e não chego a lugar algum. Digamos ser um transe amoroso, não acha? Coisa doida, esse negócio de gostar, eu acho. Acho que é aquelas coisas de criança, adolescente, aborrescente, que seja. Eu sinto, sinto forte, e a cada desagrado seu me faz amadurecer a ideia de te esquecer, seguir em frente ou simplesmente deixar o tempo passar e me dizer o caminho a seguir. Mas, aí, você… sempre você… você, jeito bobo, meloso as vezes. Torre que desbarranca, pena que não no meu colo, pra fazer aquele cafuné que tanto almeja das outras pessoas, mas pra pessoa que tanto quer te dar o que tanto pede, você se esquece de pedir. Falei a mim mesmo “não vale a pena, siga, ou deixe-se levar” mas na prática funciona bem diferente. Quem sabe eu esteja sendo insensato, burro, ingênuo, essas coisas de gente grande, coisa chata, acho eu. Mas então, voltando ao que interessa, cê é pra mim aquela brisa de verão, depois do almoço no balanço da casa da vó, em finais de semana. Aquele gostinho doce do brigadeiro quando tá prestes a acabar, aquele cheiro de chuva depois de um longo dia ensolarado, é o prazer sem ter. É o ter e mesmo assim poder cuidar. É cuidar que nunca vai acabar. É o que nunca acaba sem ter começado. É o que começa quando simplesmente acontece. E é o que acontece quando é pra acontecer.

Diego Malaquias
Tentei ser otimista, tomei doses de confiança, mas nada trazia de volta a minha velha esperança.

imaturo (via f-r-a-q-u-e-z-a-s)
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